quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Os benefícios da couve-flor


Vantagens no consumo de couve-flor

  • A couve-flor é excelente fonte de vitamina C.
  • Boa fonte de ácido fólico e de potássio.
  • Poucas calorias e alto teor de fibras.
  • A couve-flor é um alimento anticancerígeno.
A couve-flor é rica em vitamina C, ácido fólico e diversos outros fitoquímicos relacionados à boa saúde. Uma xícara de buquês de couve-flor crus tem mais de 100% da Ingestão Diária Recomendada (IDR) de vitamina C, 25% de ácido fólico e quantidades apreciáveis de potássio e de Vitamina B6. Tem também bioflavonóides, ácidos indóis e outras substâncias químicas que protegem contra o câncer.
Por ser um alimento que dá uma sensação de saciedade, tem alto teor de fibras e poucas calorias (uma xícara de couve-flor tem apenas 25 calorias), a couve-flor é ideal para pessoas preocupadas com o peso. A couve-flor crua tem um teor de ácido fólico maior (80% são perdidos no cozimento).



Para preservar o sabor e reduzir a perda de nutrientes, cozinhe a couve-flor com pouca água ou no vapor. Um cozimento longo faz a couve-flor ficar mole e liberar compostos sulfurosos, resultando em um cheiro desagradável e um gosto amargo. Ferver o alimento em uma panela sem tampa ajuda a dispersar esses compostos. Para evitar que a couve-flor perca a cor, não a cozinhe em panelas de alumínio ou de ferro.
Ao comprá-la, compre uma couve-flor com buquês firmes e compactos. A couve-flor deve ter folhas verdes e brilhantes e a cabeça, ou coroa, bem branca. O broco-flor é um híbrido de brócolis com couve-flor, embora tenha uma coloração verde e um sabor mais suave. Uma outra variedade, a couve-flor roxa, tem maior teor de betacaroteno do que a branca.

Fonte: Livro Alimentos Saudáveis Alimentos Perigosos

Os benefícios da cenoura


Vantagens no consumo de cenoura

  • A cenoura é ótima fonte de betacaroteno, o precursor da vitamina A.
  • Ótima fonte de fibra alimentar e potássio.
  • Ajuda a prevenir a cegueira noturna.
  • Ajuda a reduzir o nível de colesterol e proteger contra o câncer.
Desvantagem
  • A ingestão excessiva pode deixar a pele com cor amarelada.
Originária do Afeganistão, a cenoura é nossa fonte mais rica em betacaroteno, um composto que funciona como antioxidante e pode ser transformado pelo corpo em vitamina A. Quanto mais forte a cor da cenoura, maior é o teor deste importante carotenóide. Uma xícara de cenoura cozida tem 70 calorias, 4 gramas de fibras e aproximadamente 18 gramas de betacaroteno. Essa quantidade é suficiente para prover 150% da Ingestão Diária Recomendada (IDR) de vitamina A - um nutriente que é essencial para garantir cabelos, pele, olhos, ossos e mucosas saudáveis. A vitamina A também é importante aliado no combate contra as infecções.



Um estudo desenvolvido pelo governo dos Estados Unidos constatou que voluntários alimentados com aproximadamente uma xícara de cenoura por dia reduziram seu nível de colesterol em 11%, após três semanas de estudo. Menores níveis de colesterol significam riscos menores de problemas cardíacos. provavelmente, o efeito de redução de colesterol se deve a um teor mais alto de fibras solúveis das cenouras, em grande parte sob a forma de pectina.

Enxergando no escuro

As cenouras não previnem, tampouco corrigem, problemas de visão como miopia e a hipermetropia. Entretanto, baixos níveis de vitamina A podem gerar a cegueira noturna, que é uma dificuldade de enxergar à meia-luz ou na escuridão. A rodopsina, substância necessária para a visão noturna, é formada pela associação da vitamina A com a opsina, a proteína presente nas células bastonetes da retina. Comer uma cenoura por dia, todos os dias, fornece vitamina A suficiente para evitar ou combater o problema de cegueira noturna, caso o problema tenha sido gerado pela falta desta vitamina.

Cenoura, crua ou cozida

Naturalmente doce, as cenouras constituem um ótimo alimento para um lanche de baixas calorias e com alto teor de fibras. Na verdade, o cozimento aumenta o teor nutritivo das cenouras, porque quebra as paredes celulares que envolvem o betacaroteno. Para uma completa absorção do betacaroteno, o corpo precisa de um pouco de gordura, porque os carotenóides são solúveis em gorduras e não em água. Uma porção de cenoura cozida com um pouco de manteiga ou margarina constitui uma excelente garantia de que o corpo usará todos os nutrientes que estão sendo oferecidos. Cenouras cozidas ou amassadas fazem uma ótima entrada, pois são naturalmente doces e contêm um alto teor nutritivo.



As cenouras também contêm outros carotenóides, incluindo alfacarotenos, assim como bioflavonóides. A ingestão de suplementos pode não reproduzir os efeitos benéficos das cenouras. Na verdade, uma série de estudos comprovou que os suplementos de betacaroteno podem ser prejudiciais à saúde, principalmente para fumantes. Isso não é um grande problema caso ocorra a ingestão excessiva de cenouras, mas pode fazer a pele assumir coloração amarelada. Esse problema, conhecido como carotemia, desaparece depois de diminuirmos a quantidade de cenoura ingerida em algumas semanas. Se a coloração amarelada da pele persistir, ou se as partes brancas dos olhos ficarem sem cor, a causa do problema pode ser icterícia, um indicativo de problemas nos rins.

Fonte: Livro Alimentos Saudáveis Alimentos Perigosos

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Os benefícios das azeitonas e do azeite de oliva


Vantagens no consumo de azeitonas e azeite de oliva

  • Ricos em gorduras monoinsaturadas que beneficiam os níveis de colesterol.
Desvantagem
  • Algumas variedades são ricas em sal.
A plantação mais versátil da região mediterrânea, as azeitonas são indispensáveis no preparo de pratos tradicionais daquela região como o pato assado e o cordeiro ensopado. Em comparação, os brasileiros normalmente usam as azeitonas apenas como aperitivo ou acompanhamento de saladas e nas pizzas. O azeite de oliva, que já foi matéria-prima para culinária, iluminação, indústria cosmética e fabricação de sabão de alta qualidade, está sendo usado hoje, principalmente, para preparar molhos de salada, como óleo de cozinha e em peixes enlatados.
Uma azeitona verde média contém cerca de 5 calorias e a preta 9, quando madura. Acredita-se que tanto as azeitonas - com seu alto teor de gordura monoinsaturada, que podem elevar os níveis do colesterol HDL (ou bom colesterol), e com pouquíssimas gorduras saturadas - quanto seu óleo contribuem para os baixos índices de doenças cardíacas nos países do Mediterrâneo. As azeitonas também são fonte de cálcio e ferro. As conservadas em salmoura ou curadas no sal, entretanto, têm alto teor de sódio, que pode elevar a pressão arterial em algumas pessoas.



Os três métodos comerciais de processamento são: o método espanhol que fermenta azeitonas verdes ainda verdes; o método norte-americano que embebe as azeitonas quase maduras em uma solução de ferro, para obter uma cor escura; e o método grego que preserva a azeitona totalmente madura e quase preta.

Azeite de oliva

O azeite de oliva é rico em fitoquímicos, que combatem doenças, em vitamina E e em gordura monoinsaturada, que ajuda a limpar o colesterol das artérias. O fitoquímico antioxidante hidroxitirosol e a oleouropeína podem se associar para ajudar a proteger contra o câncer de mama, pressão alta, bactérias causadoras de infecção e doenças cardíacas. Lignanas, presentes no azeite de oliva extravirgem, protegem contra câncer ao reprimir precocemente as mudanças das células cancerígenas. Uma colher de sopa de azeite de oliva contém 120 calorias.

Verde ou madura?

Azeitonas verdes não estão maduras, e as pretas estão totalmente maduras.



A classificação do azeite de oliva é a mesma no mundo inteiro, e é regulamentada pelo Conselho Internacional do Azeite de Oliva. A acidez do azeite, que pode ser afetada pela qualidade das azeitonas e pelas técnicas de colheita, determina a classificação, e se a refinação é ou não necessária. Como o calor e as substâncias químicas usadas no processamento do azeite de oliva podem diminuir o conteúdo nutriente, é melhor escolher azeites pouco processados, como os azeites extravirgem ou prensados a frio.
O azeite de oliva virgem é o suco da azeitona prensada. Não é refinado. O termo virgem se refere a azeites que são levemente mais ácidos do que o extravirgem; não podem ter mais do que 3 gramas de ácido oleico livre por 100 gramas.
O azeite de oliva extravirgem é o menos ácido, e tem no máximo um nível de acidez de 1 grama de ácido oleico livre por 100 gramas de azeite. É considerado o melhor, pois oferece uma ampla variedade de sabores e aromas com um sabor "da fruta". O extra light são os mais refinados, mas não têm menos calorias ou gorduras e nem o mesmo sabor dos outros azeites de oliva.

Fonte: Livro Alimentos Saudáveis Alimentos Perigosos

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Os benefícios da aveia


Vantagens no consumo de aveia

  • A aveia é excelente fonte de fibra solúvel.
  • Fonte de cálcio, ferro, manganês, folacina, vitamina E, tiamina, niacina, riboflavina e outras vitaminas do grupo B.
A aveia e outros produtos integrais à base de aveia, como o farelo de aveia e a aveia em flocos, são uma fonte saborosa, acessível, versátil e econômica de nutrientes e de fitoquímicos. Comumente usada como cereal matinal e em outros produtos de confeitaria, a aveia pode ser adicionada a muitos pratos, inclusive a bolo de carne, hambúrgueres, e bolos de peixe. Pode ser usada, também, para engrossar sopas e molhos ou ser salpicada sobre sobremesas com frutas. A aveia também tem efeitos benéficos sobre o colesterol, pressão arterial, níveis de açúcar no sangue, saciedade e saúde gastrointestinal.

Benefícios da aveia à saúde

O farelo de aveia é rico em betaglucano, uma fibra solúvel que pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol, podendo diminuir o risco de infartos. Para reduzir em 5% o colestrol no sangue e diminuir em 10% os riscos de ataques cardíacos, a pessoa precisa ingerir 3 gramas de betaglucano por dia. Essa quantidade de betaglucano é encontrada em uma xícara de farelo de aveia cozido, uma xícara e meia de aveia cozida ou três porções de aveia instantânea. Alguns estudos mostraram que a aveia não apenas diminui o colesterol LDL, mas também aumenta os níveis do bom colesterol, o HDL.
Além da redução do colesterol, o consumo regular de aveia pode reduzir o risco de doenças cardíacas em mulheres de outras formas. Mulheres que comiam aveia cinco vezes por semana ou mais tinham 29% a menos de risco de desenvolver essas doenças, segundo descoberta do Nurse's Health Study. A aveia contém uma mistura única de antioxidantes que evitam que o colesterol LDL (o mau colesterol) se oxide causando dano às artérias. Pesquisadores da Universidade de Yale descobriram que comer um pote grande de aveia pode melhorar a redução do fluxo sanguíneo que pode ocorrer depois de comermos uma refeição rica em gorduras.
A aveia tem um valor elevado da saciedade; isso significa que leva um longo tempo para ser digerida e, assim, a sensação de saciedade é mais duradoura. Acredita-se que tanto a proteína como as fibras da aveia contribuem para esse efeito. Em um estudo comparativo entre a aveia e um cereal em flocos com açúcar, pesquisadores descobriram que quem comia aveia no café-da-manhã consumia um terço a menos de calorias no almoço, portanto, tinham mais facilidade para manter o peso.
A aveia pode diminuir a pressão arterial. Um estudo desenvolvido em Minnesota examinou um grupo de pessoas que tomava remédio para pressão alta. Metade delas continuou a consumir 5 gramas de fibras solúveis por dia, o que correspondia a uma xícara e meia de aveia e um lanche à base de aveia, enquanto a outra metade comia cereais e um lanche com poucas fibras solúveis. As pessoas que estavam consumindo aveia mostraram uma diminuição significativa na pressão arterial.
A aveia também tem demonstrado ajudar na redução tanto do nível de açúcar no sangue como dos níveis de insulina, um fator importante no controle do diabetes. Estudos feitos com pessoas confirmam que a fibra solúvel da aveia reduz o açúcar no sangue e a insulina produzidas após as refeições tanto em pessoas saudáveis como em diabéticos.

Existem muitas variedades de aveia:

  • Farelo integral de aveia ou aveia integral são minimamente processados - apenas a casca externa é removida. É muito nutritiva, mas é massuda e precisa ser embebida e cozida por um longo tempo.
  • A aveia em flocos, também chamada de oatmeal, ou aveia antiga, é a aveia preparada no vapor, prensada e transformada em flocos para que cozinhe rapidamente.
  • A aveia instantânea consiste em flocos de aveia muito finos, pré-cozidos, que precisam apenas ser misturados a um líquido quente. Muitas vezes recebe aromatizantes e sal.
  • A farinha e o farelo de aveia são produzidos da seguinte forma: a aveia é vaporizada, flocada e peneirada para então ser triturada, gerando o farelo e a farinha de aveia.
Fonte: Livro Alimentos Saudáveis Alimentos Perigosos

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Os benefícios das algas


Vantagens no consumo de algas

  • As algas são uma excelente fonte de iodo.
  • As algas fornecem grandes quantidades de minerais, incluindo cálcio, cobre, ferro, magnésio e potássio.
  • Alguns tipos de algas são ricas em vitaminas B e C, e betacaroteno.
Desvantagem 
  • Alguns tipos têm alta concentração de iodo.
Existem mais de 2500 variedades de algas, que englobam desde as algas que se formam em lagos, até as algas Kelp (alga marinha marrom mais comum) e outras plantas marinhas. Em geral, a alga é classificada de acordo com sua cor - marrom, vermelha, verde e azul-esverdeada. 
Um vegetal extremamente versátil e saboroso, a alga pode ser usada de diversas maneiras. No Japão, por exemplo, a alga representa 25% da alimentação. E é também utilizada para realçar o sabor de diversos pratos como saladas, sopas, carnes e pratos com frutos do mar. A alga Kelp do tipo Kombu é usada para dar sabor a sopas e caldos. A Wakame, outro tipo de alga Kelp, é servida no Japão frita ou como acompanhamento de sopas.
Outras culturas também recorrem as algas como parte de sua alimentação. Por exemplo, a alga Laver, uma alga vermelha conhecida como Nori pelos japoneses, é usada na Irlanda e no País de Gales para preparar o popular Laverbread. Já os escoceses usam uma alga chamada Dulse para fazer sopa. A alga vermelha Irish moss (musgo irlandês), uma importante fonte de carragenas, é usada no mundo industrializado para espessar produtos como molhos de salada.
Excelente fonte de diversos nutrientes essenciais, inclusive proteínas, a maioria das algas é uma fonte rica em iodo. Esta é uma substância importante para o organismo, pois participa da produção de hormônios que regulam o metabolismo do corpo por meio da glândula tireoide.
O conteúdo mineral de vários tipos de algas difere entre si, mas a grande maioria fornece cálcio, cobre, ferro, potássio e magnésio. Algumas algas também são ricas em betacaroteno, substância que se transforma em vitamina A. Dependendo do tipo de cozimento, os níveis desta substância variam.
Normalmente, as algas têm poucas calorias. Uma porção de 1/2 xícara de alga Kelp contém cerca de 50 calorias. A mesma porção também fornece 2 gramas de proteína e quase 200 mcg (microgramas) de ácido fólico (mais de 80% da Ingestão Diária Recomendada - IDR), 120 mg de magnésio (cerca de 46% da IDR), e um bom percentual de ferro e cálcio. Em comparação, uma porção de 1/2 xícara de alga Laver crua contém apenas 40 calorias, e fornece 6 gramas de proteína, 5200 UI de vitamina A - como betacaroteno - e 2 mg de ferro. No entanto, esse tipo de alga contém menos magnésio e cálcio do que a alga Kelp.
Manter as algas na alimentação requer atenção, pois sua maior desvantagem é a alta concentração de sódio. Uma porção de 1/2 xícara de alga Wakame crua contém aproximadamente 900 mg de sódio. Uma quantidade equivalente de espirulina seca rende mais de 1100 mg (a IDR de sódio para uma pessoa saudável não deve exceder 2400 mg); as mesmas quantidades das algas Kelp e Laver têm menos sódio, contendo 250 mg e 60 mg, respectivamente. Por isso, pessoas que fazem dieta de restrição de sal devem evitar pratos com algas marinhas.

Fonte: Livro Alimentos Saudáveis Alimentos Perigosos

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Os benefícios do feijão



Vantagens no consumo de feijão

  • Contém ácido fólico, vitaminas A e C.
  • Feijões maduros (na casca) são ricos em proteínas e em ferro.
Desvantagens
  • Feijões na casca podem provocar gases.
  • Favas de feijão são tóxicas para algumas pessoas.
Feijões-verdes (que também podem ser amarelos ou roxos) são colhidos ainda não maduros. Tanto a vagem macia como as sementes suaves são comestíveis. Às vezes, são chamados de feijão-branco. Nas variedades com casca, apenas as sementes são comestíveis. Alguns, como a vagem, são colhidos ainda verdes, já outros amadurecem no pé.



O feijão é um item presente na alimentação da população brasileira. A população brasileira é bem servida quanto à variedade de opções a serem consumidas. Os tipos mais conhecidos são o feijão-preto, o feijão-fradinho, o feijão-branco, o feijão-carioca, o feijão-rosinha, o feijão roxinho, o feijão-mulatinho, entre outros.
O brasileiro consome em média 12,7 Kg de feijão por ano. Os feijões geralmente são cozidos na panela de pressão ou fervidos. Feijões com casca sempre devem ser cozidos e podem ser servidos quentes ou frios.



Valor nutricional do feijão

Feijão-de-lima e fava são boas fontes de proteína, fornecendo cerca de 7 gramas por cada meia xícara. A mesma porção de feijão baby ou feijão-de-lima contém 2 mg de ferro, mais que o dobro das favas e quatros vezes a quantia de 1/2 xícara de feijão-verde.Todas as variedades de feijão contém ácido fólico, vitaminas A e C. Feijão na casca tem mais tiamina, vitamina B6, potássio e magnésio. A fibra solúvel em feijão com casca pode reduzir o colestrol, mas a presença de carboidratos com rafinose pode provocar gases.


Feijão fradinho


Feijão branco

Feijão rosinha


Feijão roxinho


Feijão mulatinho

Fonte: Livro Alimentos Saudáveis Alimentos Perigosos

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Enriqueça sua alimentação com ervas medicinais



Enriqueça sua alimentação com ervas medicinais

Muitas pessoas acham que as ervas medicinais são medicamentos usados apenas por profissionais da medicina alternativa, que não fazem uso das práticas médicas convencionais. Mas, na verdade, a erva medicinal é uma  precursora da farmacologia moderna. Cerca de 1/4 de todos os medicamentos com venda sob prescrição médica tem como ingrediente principal ervas medicinais e outras plantas. Muitos médicos e pesquisadores têm dado cada vez mais atenção aos remédios tradicionais de ervas.
Infelizmente, existem alguns equívocos sobre os benefícios e a segurança das ervas medicinais. Muitas pessoas acham que como os medicamentos a base de ervas medicinais são feitos com ingredientes naturais, são mais seguros do que as drogas sintéticas. Na realidade, esses medicamentos, bem como as versões farmacêuticas, podem causar efeitos adversos. Inclusive, algumas ervas são altamente tóxicas. Além disso, medicamentos à base de ervas medicinais não sofrem os mesmos testes e padrões rigorosos necessários aos produtos farmacêuticos.

Ervas medicinais: uma longa história

Todas as sociedades já tiveram grande confiança no poder curativo das ervas medicinais para tratar doenças e, em algumas culturas, a medicina herbária ainda prevalece. Profissionais da medicina tradicional chinesa e da ayurvedica , por exemplo, continuam a usá-la, embora ela possa ser combinada com tratamentos médicos modernos. Nas sociedades ocidentais, a maioria dos medicamentos é sintetizada, incluindo muitos que foram originalmente produzidos a partir de ervas medicinais. Mas há exceções: a digitális, o medicamento mais antigo e eficaz para o coração, ainda é fabricada a partir da dedaleira; a morfina e a codeína são provenientes das papoulas; e a vincristina, usada para tratar a leucemia, vem da pervinica-branca.

O interesse nas ervas medicinais

O interesse nas ervas medicinais cresceu muito no últimos anos. Os consumidores agora têm grande variedade de suplementos de ervas medicinais à sua escolha, para prevenir ou tratar muitas enfermidades, como doenças cardíacas, câncer, artrite, baixa imunidade, depressão, resfriados comuns e problemas da menopausa. Mas junto a essa grande variedade de opções vem muita confusão. Com as prateleiras lotadas de tantas variedades de produtos, como um consumidor escolhe de forma sensata? Segue abaixo algumas dicas de como escolher produtos a base de ervas medicinais:

  • Cautela. O Fato de as ervas medicinais serem naturais não garante que sejam sempre seguras. 
  • Escolha a forma correta. As ervas medicinais são vendidas de cinco maneiras:
  1. Os chás de ervas medicinais são os mais baratos e brandos. Ótimos para uma digestão deficiente.
  2. As soluções mais fortes de ervas medicinais têm maior prazo de validade e são mais bem absorvidas.
  3. As cápsulas de ervas são convenientes, mas têm prazo de validade curto.
  4. Tabletes camuflam o gosto das ervas, mas use bebidas para diluir o remédio.
  5. Ervas medicinais padronizadas são vendidas de várias formas, mas costumam ser caras. A potência é garantida.
  • Inicie com a dose mais baixa indicada.
  • Chás e soluções de ervas medicinais devem ser ingeridos com o estômago vazio para serem melhor absorvidos.
  • Cápsulas e tabletes devem ser ingeridos durante as refeições.
  • Informe-se. Na dúvida, consulte um médico.
Produtos fitoterápicos populares

A lista de ervas medicinais continua a crescer. As relacionadas a seguir estão ganhando cada vez mais atenção:



Alcaçuz. Estimula a hipófise, reduz inflamações e pode elevar o nível de interferon, uma proteína que combate vírus produzidos pelo sistema imunológico. O alcaçuz é útil para problemas respiratórios, tosses e dores de garganta e tem sido utilizado para tratar fadiga crônica, fibromialgia e outros distúrbios caudados pelos níveis corporais de cortisol, principal hormônio da hipófise. Altas doses podem esgotar as reservas de potássio e elevar a pressão sanguínea (exceto para a forma de alcaçuz chamada DLG).



Aloe vera (babosa). As folhas da babosa liberam um gel calmante, eficaz quando aplicado na pele para tratar queimaduras brandas (como as de sol), machucados, picadas de insetos e ferroadas. Alguns fitoterapeutas recomendam ingerir o suco de babosa como tônico ou para tratar distúrbios digestivos inflamatórios, mas há poucas pesquisas realizadas sobre os efeitos do uso interno da babosa.



Camomila (martricária). Reduz a frequência e a intensidade das dores de cabeça ao bloquear a liberação de prostaglandinas, que dilatam os vasos sanguíneos e causam inflamação.



Cardo-mariano. Popular no tratamento de distúrbios relacionados ao fígado, protegendo-o das toxinas que incluem drogas, venenos e outras substâncias. O cardo-mariano pode ser eficaz em tratamentos de cirrose, hepatite, bem como reduzir lesões decorrentes do abuso de bebidas alcoólicas. Pode promover a regeneração de células do fígado novas e saudáveis.



Equinácea. Alguns preparos feitos com equinácea podem fortalecer a função imunológica e ajudar a reduzir a gravidade de infecções virais, como o resfriado comum. Estudos trazem diferentes resultados sobre a eficácia da equinácea. Há diversas espécies desta planta, e a composição química de um produto será diferente dependendo se as folhas, caules ou raízes foram usadas no preparo. Como a equinácea, de fato, fortalece a função imunológica, indivíduos com doenças auto-imunes, como artrite, esclerose múltipla ou lúpus, podem ter reações adversas a equinácea.



Ginkgo biloba. Estudos recentes mostram que ela aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro, braços e pernas, regulando o tônus e a elasticidade dos vasos. Pesquisas em andamento estão tentando confirmar se a capacidade do ginkgo biloba de impedir a coagulação do sangue também ajuda na prevenção de ataques cardíacos e derrames. Como produz um efeito anticoagulante, o ginkgo biloba não deve ser ingerido junto a outros coagulantes.



Ginseng. Há muito tempo, os chineses usam o ginseng para fortalecer o sistema imunológico, abrandar febres e dores, promover a cicatrização de feridas, superar depressões e fadiga e tratar a impotência. Há poucas provas científicas que apoiem essas alegações sobre o ginseng.



Hipérico (erva-de-são-joão). Usado para tratar casos de depressão branda, acredita-se que eleve os níveis de serotonina, que afeta o humor e as emoções. Também pode ser útil para casos relacionados à depressão, como a ansiedade, o estresse, a tensão pré-menstrual, a fibromialgia e a insônia.



Mirtilo (uva-do-monte). O extrato de mirtilo é o remédio fitoterápico mais usado para manter uma vida saudável e tratar vários problemas oftalmológicos, como a degeneração macular, a cegueira noturna e as deficiências visuais decorrentes de exposição à claridade intensa.



Pilriteiro (Crataegus). Usada no passado como diurético e no tratamento de cálculos renais e da bexiga, é hoje um dos medicamentos para o coração mais amplamente receitados na Europa. Tem a capacidade de dilatar vasos sanguíneos, aumentar o fornecimento de energia do coração e melhorar a habilidade de bombeamento cardíaco.



Urtiga branca. Um dos benefícios propiciados pela urtiga branca é sua capacidade de controlar os sintomas da febre do feno, como congestão nasal e olhos lacrimejantes. É uma boa fonte de quercetina, um flavonóide que inibe a liberação de histamina. Também ajuda a eliminar o excesso de líquidos do corpo.

Ervas culinárias

Ervas culinárias não são tão potentes quanto as medicinais, mas podem conferir algum benefício à saúde. Fornecem uma ampla variedade de substâncias fitoquímicas ativas que promovem a saúde e protegem contra doenças crônicas.



Alecrim. As folhas contêm um óleo usado em analgésicos tópicos para aliviar dores musculares. O chá alivia dores de cabeça.



Cebolinha. Estas pequenas parentes da cebola contêm compostos de enxofre que podem baixar a pressão sanguínea, se ingeridas em grandes quantidades.



Coentro. Folhas muito frescas podem ser mastigadas para facilitar a digestão.



Endro. Muito usado em picles, molhos de saladas e pratos de peixe, o endro é também usado para aliviar gases intestinais e o seu chá pode aliviar cólicas em bebês.



Manjericão. Ingrediente básico de muitos pratos, ele também é usado como tônico e contra o resfriado.



Menta. Mastigar as folhas de menta pode refrescar o hálito. O chá de menta é auxiliar digestivo.



Orégano. Cozido como chá, o orégano parece ajudar na digestão e aliviar a congestão.



Salsa. Quando consumida em porções de no mínimo 30 gramas, esta erva contém quantidades úteis de vitamina C (salsa fresca apenas), cálcio, ferro e potássio. Também é rica em bioflavonóides, monoterpenos e outros componentes anticancerígenos.



Sálvia. Seu chá pode ser usado como digestivo, desinfetante oral ou em gargarejos, a fim de aliviar aftas, dores na gengiva ou dores de garganta.



Tomilho. Cozido como chá, pode ser usado para restabelecer o intestino irritável, fazer gargarejos para dores de garganta ou como xarope para tosse ou congestão.

Fonte: Livro Alimentos Saudáveis Alimentos Perigosos